sábado, 29 de maio de 2010

o casal começa a enfrentar as crises de relacionamento

Às vezes a terapia vai bem

Porque, depois de algum tempo vivendo juntos, o casal começa a enfrentar as crises de relacionamento, tais como: infidelidade, falta de dinheiro, não conversar mais um com o outro, insatisfação sexual, entre outros?

A questão primária é que a melhoria do relacionamento passa necessariamente em readquirir a capacidade de escutar profundamente a opinião do outro. Parece simples dizer ou fazer tal coisa, mas na prática é o maior empecilho no casamento. O hábito da convivência apesar de contraditório reforça uma imagem de solidão, distanciamento e afastamento, tendo em mente que a fala do parceiro jamais terá impacto.

Não se trata apenas de desprezo, ou porque já se conquistou alguém então não se dá mais atenção; cria-se nesse ponto uma espécie de vício da negligência exatamente pela proximidade constante. Se fôssemos realmente humildes perceberíamos como somos quase que totalmente incapazes de preencher a necessidade do próximo. Muitas vezes achamos que sexo e materialismo podem encobrir nossa insatisfação ou infelicidade, mas a verdade é que tentar se completar afetivamente ainda é um terreno bastante virgem para o ser humano. infelizmente a relação conjugal ainda é uma briga feroz pela supremacia do hábito individual.

O casal é atendido em conjunto em sessões semanais ou quinzenais que duram uma hora ou mais. O terapeuta, que não é juiz, não dirá quem tem razão nem tomará partido. Deverá ser neutro, ajudando o casal a reconhecer os pontos responsáveis pelos maiores conflitos. Também poderá ensinar técnicas para melhorar a convivência. Procurar terapia indica boa vontade, de um ou ambos, de manter a união. Mas em geral já tentaram muito e esta pode ser a última esperança. Não será fácil.

O casamento, penso, não é um meio de atingir a felicidade. Muitas vezes é sofrido e espinhoso, pois viver a dois é mais difícil do que sozinho. Quando duas pessoas se relacionam, vivem momentos de amor e de rejeição, tristeza, competição. Se forem adultos, maduros e generosos, fica mais fácil. Nem sempre é assim.

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